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Como jornalistas de diferentes gerações analisam o mercado da comunicação cearense?


O aumento da presença feminina na comunicação é uma realidade. Em um cenário que já foi majoritariamente masculino, hoje é nítida a diferença nas redações de jornalismo e agências de publicidade. Elas estão trazendo um novo olhar para a produção de conteúdo jornalístico e para a imagem da mulher no mercado de trabalho. Segundo o estudo “Perfil do Jornalista Brasileiro”, realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2021, as redações no Brasil são majoritariamente mulheres (58%) com até 40 anos, perfil que mudou pouco em relação ao levantamento realizado em 2012. Nos últimos 50 anos, a presença das mulheres no mercado de trabalho no Brasil passou por mudanças substanciais. Os direitos conquistados por elas elevou o seu papel no mercado de trabalho. Mesmo diante deste cenário, onde a diversidade no mercado da comunicação ainda não é ideal, nós temos que exaltar os nomes das mulheres que com muita ousadia estão fazendo a diferença no dia a dia. Conversamos com algumas jornalistas para falar sobre as mudanças na comunicação, as novas tecnologias que vêm surgindo no mercado de trabalho, e a parceria necessária para fortalecer cada vez mais a potência feminina. Com 25 anos de atuação no mercado da comunicação, a jornalista, Mentora de Marcas Pessoais e CEO da Inspira! Comunicação e Marketing Monika Vieira acredita que as ferramentas de comunicação mudam, mas os princípios básicos da comunicação continuam as mesmas. “Eu adoro fazer missões empresariais e cursos de extensão porque conhecer profissionais que vão além de mim é o que me transforma profissionalmente, para assim adaptar esses conhecimentos ao meu propósito, que é construir autoridade de marcas”, pontua. A jornalista e apresentadora Danielly Portela lembra que hoje não existem mais só os veículos tradicionais, e que as redes sociais mudaram muito a forma de se comunicar. “O mercado ampliou muito, o que não quer dizer que o mercado é mais fácil. Pelo contrário, temos que nos manter cada vez mais atualizados para acompanhar as novidades. Temos que contar com um constante processo de atualização para estar sempre por dentro do mercado”, comenta. A jornalista e repórter Raissa Martins tem 25 anos e faz parte de uma nova geração de mulheres no jornalismo. Ela, que é repórter do Globo Esporte, programa da TV Verdes Mares, comenta sobre a importância de olhar para a trajetoria de outras mulheres que estiveram no mercado antes dela. “Todo dia é um aprendizado. O papel de nós jovens na redação é estar mais antenados nas tendências e também entender os processos com quem está a mais tempo nesse mercado. É uma grande oportunidade de troca com mulheres referências no mercado”, cita. A jornalista Ingryd Freitas é assessora de imprensa e lembra que é preciso estar atenta às tendências e mudanças no setor, pois a tecnologia não para, e nem o aprendizado. “Nós como profissionais da comunicação estamos sempre atualizadas e dispostas a aprender novas tecnologias e formas de trabalhar para além de nos mantermos relevantes, sermos competitivos no mercado”, comenta. Ela finaliza lembrando que é muito inspirador conviver com outras mulheres que já desbravam o mercado de trabalho e conquistam o seu espaço a mais tempo, e que suas histórias pessoais e profissionais são motivação para ela “Tenho diversas referências de mulheres no mercado da comunicação local. São mulheres admiráveis, talentosas que conquistaram seu espaço na área e são inspiração para muitas outras. As diretoras da Impulsione Comunicação, Camilla Andrade e Isabella Purcaru, comandam a agência há mais de 10 anos. Pollyana Rocha da Impulsione Comunicação; Jardeline Santos e Juliana de Fátima, que estão à frente da comunicação dos shoppings RioMar, além da Tamires Soares, diretora do Nosso Meio, veículo que tenho forte admiração são algumas delas”, completa. Danielly Portela lembra que o mercado de trabalho já costuma ser duro com as mulheres. “Estar em qualquer área de trabalho é difícil por conta de problemas como diferenças de trabalho e discriminação. Mas devemos estar onde gostamos, porque nosso lugar é onde a gente quiser”, afirma. Monika lembra que quando você é uma mulher com profundo conhecimento da respectiva área de atuação, o mercado está aos seus pés “As novas mulheres que estão entrando no mercado devem sempre estudar profundamente sua área de trabalho. Quando você se torna uma profissional profunda e mais resolutiva você tem tudo para conquistar o mercado de trabalho”, finaliza.


Saiba mais:



https://www.nossomeio.com.br/como-jornalistas-de-diferentes-geracoes-analisam-o-mercado-da-comunicacao-cearense/

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